quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mais uma vez

O mês de dezembro foi loucura, passou voando. E eu nem sei se quero que o ano acabe logo.

A verdade é que eu ainda nem tive tempo de pensar no que eu quero, desejo e espero. Nem deve fazer diferença. A gente continua na vida louca contando os dias pra começar tudo de novo.

Por isso, 2010 não tem resoluções. Só me resta desejar um ótimo Natal a todos com muitos presentes, alegria e etc, etc, etc.

E até o ano que vem!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dançar como se seus filhos não estivessem vendo

E na festa do 79º aniversário da minha avó eu me peguei fazendo aquele velho questionamento: "Por que todo pai dança engraçado?"

Sabem os braços sempre pra cima e as pernas vão de um lado pro outro sem dobrar? Deve ter sido um passinho muito popular há algumas décadas atrás ou um efeito colateral da idade que ninguém descobriu ainda.

E é justamente essa segunda hipótese que me preocupa. Será que daqui há 20 ou 30 anos eu também vou dançar assim?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Doa-se lembranças?!

Uma coisa que ninguém pensa na hora de fazer compras é: aonde eu vou guardar?

Eu também nunca pensei isso até chegar em casa sábado, experimentar tudo de novo e ir colocar no lugar. Mas, que lugar? Então eu decidi esvaziar uma parte do armário cheia de ursinhos de pelúcia e minhas antigas bonecas preferidas.

Tira um, outro, outra e eu penso: "Ah, esse eu gostava muito. Vou guardar! Esse também, esse também, essa também e mais essa..." Saldo da minha arrumação: 4 ursos de pelúcia expulsos do meu armário.

Definitivamente não estou preparada para ser gente grande de verdade.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Faça alguma coisa você também

Eu sou e sempre vou ser totalmente contra a compra de animais de estimação. Tantos animais abandonados e vagando desprotegidos pela rua, pra que comprar se você pode ter um de graça e ainda fazer um bem pra saúde pública?

E eu tento fazer alguma coisa a respeito. Além de ajudar instituições de proteção animal eu também pego animais na rua, na estrada e até no metrô, e levo pra casa. Só não fico com todos porque meu pai não deixa, mas quer saber? Nem tem porque, sempre tem alguém procurando uma companhia ou um novo amigo pra levar pra casa. E é uma questão de dias até o bichinho sair da minha casa e ir pro seu novo lar.

Pensando nisso eu resolvi usar o meu Tumblr (aproveitem e já passem lá para conhecer o Max) para divulgar animais que precisam de um lar. Conhece algum? Manda pra mim que eu ajudo a divulgar, pode ter certeza que vamos achar um lugar legal para todos.

E-mail: linerivas@gmail.com

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Curso de hipocrisia de graça agora na Uniban

Todo mundo já falou bastante sobre isso, inclusive eu no Twitter (@alinerivas), mas o que eu não disse é a minha ideia sobre um protesto decente.

Pra quem não viu, centenas estudantes da Uniban de Turismo colocaram narizes de palhaço durante a aula nesta terça feira para protestar contra a má fama que o caso-do-vestido-rosa-curto deu à faculdade e ao curso. Protesto é coisa de estudante engajado da USP, né gente? Eles acharam que ia pegar bem e o país inteiro ia mudar de ideia quanto ao machismo e falta de educação que aquela gente demonstrou.

Fama de palhaços: fizeram por onde

O motivo: o diploma deles ficaria manchado pelo episódio, como se algum dia tivesse tido alguma reputação séria. E o apoio à colega que teve não só seu diploma, mas sua vida manchada pra sempre? Se eles já estavam mal vistos antes, agora ficaram ainda pior porque a atitude não podia ser mais vergonhosa.

Se eu estivesse no lugar desses estudantes e fosse, principalmente, amiga de Geysi Arruda combinava com um grupo de confiança de irmos todos com roupas minúsculas e apertadas, bem estilo Avenida Augusta depois das 6 da tarde, e queria ver quem ia dar um piu a respeito. Porque é muito fácil se esconder na multidão, difícil é ser o único a dar a cara a tapa em frente a ela.

Fica aí a dica.

Obs.: Essa é apenas a minha visão da situação e reitero aqui minha opinião anterior a respeito de faculdades como a Uniban e a falta de controle dela, ou de qualquer outra instituição de ensino, diante do fato de que o ser humano é podre em qualquer lugar.

sábado, 31 de outubro de 2009

É o ciclo da vida

A gente percebe que tá ficando velho quando as coisas que a gente mais curtia fazer, de repente, não são mais tão legais.

É quando você se vê feliz e conformada de estar afundada no sofá em plena sexta feira à noite. Bar, happy hour, balada? Nah, só quero minha casa. Claro que isso se agrava quando você trabalha feito uma camela, mas isso não é mais desculpa quando você vê seus pais saindo com sua avó de 78 anos toda sexta feira e não voltam antes das 3 da manhã.

Juro. Não curto mais virar a noite e ficar pescando o dia seguinte inteiro. Também não curto mais ficar 5 horas de pé em uma balada lotada ouvindo o mesmo papo furado de sempre. Pra que eu vou conversar com estranhos? Já conheço tantas pessoas legais que eu tô dispensando o social.

Pra mim hoje gastar bem o meu suado dinheiro é com roupas e sapatos que eu quero, é com uma boa comida, uma boa viagem ou uma boa peça de teatro. Com bebida? Ah, engorda, te deixa fora de controle e vai sair de mim em poucas horas.

O fato é que eu sempre aproveitei muito tudo. Todos os finais de semana, todas as festas e baladas da faculdade, todos os dias de bar, todas as micaretas do estado de São Paulo e muitas raves. Tudo cansa uma hora, né?

E por um lado eu fico feliz em ver minhas prioridades mudarem naturalmente porque ser sempre a mesma a vida inteira cansa. Mas eu posso cansar disso também, quem sabe?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um bichinho chamado 'Social Media'

Pra quem gosta de internet e se comunicar, não há nada mais viciante do que ferramentas de Social Media. No português claro: Orkut, Twitter, Facebook, blog, You Tube, Tumblr, Flickr, Delicious e por aí vai...



Minha última descoberta foi o Tumblr. É uma espécie de limbo entre o Twitter, pois permite postagens com mais de 140 caracteres, e blogs. Pelo menos, essa é a minha impressão. Pra mim funciona como um espaço aonde eu posto assuntos que não rendem um bom post, mas também não são tão vagos para o Twitter.

Se não me acharem aqui, podem me achar aqui: no Tumblr, no Twitter, no Orkut, no Facebook, no You Tube.

domingo, 11 de outubro de 2009

Uma doce lembrança da infância

Em homenagem ao Dia das Crianças resolvi contar uma história da minha infância. Não foi especificamente comigo, mas é uma cena que eu presenciei diversas vezes e lembrei dela porque hoje assisti a um desenho da Turma da Mônica que eu adorava.

Como meus pais trabalhavam, ficávamos eu, minha irmã e minhas primas com meus avós maternos. Já dá pra imaginar a bagunça. Uma das minhas primas costumava chorar quando recebia um não e não parava, até literalmente perder o fôlego. Minha avó ficava desesperada e tentava de tudo pra ela parar. Desde enfiar a menina embaixo da água até encher ela de bolachas (tapas mesmo).

Até que um dia nós estávamos lendo um gibi da Turma da Mônica em que a Mônica ficou nervosa e explodiu em diversos pedacinhos. Momentos depois minha prima teve outro ataque de choro e começou a ficar sem ar. Minha avó então disse:
- "Quer explodir em pedacinhos que nem a Mônica? Eu junto todos, coloco dentro de um saco e jogo tudo no lixo!"

Não é que a choradeira parou na hora? E toda vez que ela ameaçava recomeçar, a historinha da Mônica em pedacinhos voltava à tona. Hoje a gente dá risada, mas, na época, era uma ameaça assustadora.

Que droga crescer, não? Era tudo tão bom...

Uma doce imagem da infância

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Aline quem?

Tem dias que eu penso como seria ser ninguém. Tipo o nada, o vazio, o invisível. E até desejo isso, apenas por um dia.

Porque aí eu não precisaria pensar. Pensar em que horas acordar para não chegar atrasada na reunião, pensar no que escrever, pensar no futuro, no que eu vou comer no almoço. Eu ia apenas existir...sem limites, barreiras e convenções.

E se pensassem: "Nossa, quem é essa louca?", só responderiam: "Ninguém". Ou: "Mas por que ela está fazendo isso?", e a resposta: "Ah, ela é ninguém". Queria anonimato total porque mesmo que você não seja famoso, sempre existem pessoas que te conhecem e que vão te julgar, te questionar e te analisar. Acho isso simplesmente um saco.

Pensa se não seria muito bom...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

E o menos foi mais

É, tenho que dar o braço a torcer (coisa que eu odeio). Ainda tem gente nesse mundo que para no meio da rua, à noite, para perguntar a um desconhecido porque ele está chorando, se pode ajudar em alguma coisa.

Ele não ganhou nada, ao contrário, perdeu alguns minutos, talvez o começo da novela. Mas tem gente que consegue ver mais fundo, além do seu próprio umbigo. E ele sem saber protagonizou uma das cenas mais tocantes que eu presenciei ultimamente.

Obrigada, VOCÊ, por me tirar da minha descrença.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mais do menos

E eu que tinha tantos assuntos pra postar aqui, todo dia me vinha uma ideia na cabeça, mas só me faltava o tempo. Quando o servidor de e-mail do trabalho resolve emendar o final de semana e não vir trabalhar na segunda feira, me surge um tempinho, mas o assunto me foge.

Acho que estou desanimada, ou melhor, decepcionada. A culpa não é da blogosfera ou da Twittosfera, mas os usuários deles que me tiraram um pouco a graça de continuar os utilizando. Percebi que tem informação demais na mão de gente demais, poder demais! E não gostei. Principalmente quando as pessoas saem dizendo as piores coisas que passam na cabeça. Desumanidade demais!

Desencantei, desencanei e desapeguei.

Mas logo mais eu volto, ainda tenho que provar que tem gente que vale a pena.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Stefhany já era

Definitivamente ela perdeu a graça. Ganhou um Cross Fox e não precisa mais gravar seus "clipes" com um modelo alugado, ainda com os plásticos protetores, e é estrela de uma campanha publicitária para a rede de supermercados Smart (MG). Ou seja, ela não interessa tanto.

Mas nem por isso as divas de nomes exóticos deixam de dominar a internet. Conheçam Cleycianne:

Em seu blog todo rosa, e aparentemente inofensivo, ela divulga sua opinião sobre diversos assuntos do mundo da celebridades, como:

"Como sempre a mídia incentivando o sexo antes do casamento!! Veja essa ex-BBB Francine, namorou um cara que muitos consideravam homossexual, tem experiência com brinquedos eróticos"

"O ator que faz o personagem principal da novela "Caminho das Índias", Rodrigo Lombardi, parece mesmo que foi atingido pela fama e sua novela satânica!"

Já adianto que ela é sim um fake. Primeiramente porque ninguém pode se chamar Cleycianne e já foi descoberto que a foto do perfil é da Miss California 2008 Melissa Chatty.

Deixando de lado o aspecto desrespeitoso da história, em que alguém se utilizou da fé e convicções de outros para fazer piada, o conteúdo em si é realmente hilário. Mas o verdadeiro show fica por conta dos comentários irônicos e maldosos dos visitantes.

É, eu ri!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Jonas Brothers forever! Será?

Ontem apareceu lá na agência uma revista Capricho. Não sei porque, mas estava lá e eu peguei para dar uma folhada. Muito pela nostalgia da época em que eu era assinante da revista.

Me deparo com a matéria: "Quem são os Beatles, afinal?". É uma pauta plausível, sem dúvida, já que as leitoras da Capricho, entre 11 e 15 anos, vivem em uma época muito distante da deles. Só fiquei imaginando se essas mesmas leitoras, daqui há 20 vinte, terão um artista assim tão memorável e atemporal para se inspirarem.

A geração de meus pais teve Beatles e Roberto Carlos, eu tive Michael Jackson e os mais novos terão a quem? NxZero ou Mc Créu?

Me ajudem a responder essa pergunta porque eu realmente não consegui pensar em nenhum artista atual que tenha cacife para ficar para a posterioridade.

domingo, 5 de julho de 2009

O segredo de uma mulher moderna e independente

Ultimamente a minha preguiça está tanta que eu não me mexo mais nem para trocar o canal da televisão. E foi em um momento desses que minha vida mudou.

Eu percebi que não preciso de mais nada, apenas de produtos Polishop. Há alguns minutos atrás eu estava quase comprando um Foot Spa Ultimate com um Ped Egg grátis! Como o próprio nome diz é um aparelho que lixa, corta, esfolheia, massageia e relaxa qualquer pé cansado. Pronto, já não preciso mais de namorado. Quanto ao Ped Egg, não sei o que é, só sei que é grátis.

E pra que comer se você pode triturar, picar, espremer, fatiar, cortar e beber qualquer alimento em uma Juicer Philips-Walita? A roupa pode ser passada em seu próprio corpo com um Steam Fast e a casa limpa com a versátil Eletric Sweeper. Então adeus, empregada!

Posso até dar tchau para os móveis. Quem precisa de mobílias quando meia dúzia de Super Ladders se transformam em cadeira, mesa, cama, banquinho, prateleira, aparador, criado mudo e ainda é super leve de carregar?

Se você ainda não conhece, não perca mais tempo e acesse www.polishop.com.br. É uma outra dimensão de tudo aquilo que você sempre precisou, mas não sabia.


Obs.: Eu não recebi um centavo do Polishop para fazer este post.

domingo, 28 de junho de 2009

Aqui reside uma fã incondicional e na TPM

Eu estou tão brava que eu poderia facilmente fazer um grande post apenas com palavrões. E olha que eu sei falar três idiomas.

Eu me descreveria como uma pessoa que ainda cultiva uma ligação com a infância. Eu adoro assistir desenhos animados, ouço trilhas sonoras da Disney no meu carro, gosto de crianças e faço trabalho voluntário voltado para elas. E por causa disso eu sou uma possível pedófila e tenho atração sexual por crianças?

Agora imagina uma pessoa sem lembranças divertidas da infância. Sem brincadeiras, escola, amigos, primeiro beijo, baile de formatura. Dá pra culpar essa pessoa por querer, desesperadamente, voltar no tempo? Dá pra culpar essa pessoa por não querer ser quem ela foi obrigada a ser, tão desesperadamente, que é preferível deformar-se a se parecer com aquela pessoa que todos idolatram e só ela odeia?

Sim, eu estou falando do Michael Jackson. Eu sempre defendi que ele não é pedófilo, ele é infeliz. Se o próprio pai só quis saber de ganhar dinheiro às custas dele, por que não seus empregados que confirmaram os abusos sexuais que supostamente aconteciam em Neverland?

Se ele fosse racista, por que não parou de fazer plásticas há 20 anos atrás quando ele tornou-se totalmente branco? Ele continuou se transformando, se destruindo até ficar completamente diferente do que ele sempre foi. Isso é racismo? Não, isso é triste. Ou alguém ainda é capaz de achar que ele se achava bonito quando se olhava no espelho?

Eu ainda estou em negação e revoltada com esse senso comum que todo mundo se baseia pra julgar os outros. Além disso, ele não pode ter morrido antes de eu ter ido em um dos seus shows.

E deleto o comentário de quem vier aqui falar mal dele. Falei.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Está comprovado

Tudo bem que é algo que todo mundo já sabe e repete sempre, mas exercícios físicos realmente nos fazem muito bem.

Quem disse que depois de quatro horas andando na famosa Rua 25 de Março eu não tinha mais pique pra trabalhar? Me senti mais inspirada do que nunca. Sobrou até inspiração pra vir postar no blog. É sempre depois das minhas formosas aulas de ballet clássico que eu chego em casa esbanjando disposição. Me animo a arrumar meu quarto, ler um bom livro e até sair para jantar fora.


Não que eu vá amanhã me inscrever em uma academia, ainda detesto suor e papo saúde, mas estou oficialmente abandonando o Clube dos Sedentários Conformados.

E tenho dito.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ha ha ha

Não precisa ser muito esperto pra perceber que este mundo de hoje é podre. Não existe mais o seguro e muito menos o jamais. Tudo pode acontecer.

O que ainda vale a pena são os pequenos momentos que nos tiram desse mundo cão. Pra mim já está bom cinco minutos de conversa agradável e boas risadas. Não importa qual o assunto! Pode fazer piada com loiras, machistas ou comigo mesma que eu sempre dou risada.

Acho que viver já é tão difícil, pra que complicar mais? Mas tem gente que faz de tudo pra que se ater aos minúsculos detalhes. Tem sentindo perder o meu tempo me ofendendo com piadas de loira burra? Tem gente que ainda acha que piadas com portugueses ou argentinos são por puro desprezo.

Proponho rirmos de nós mesmos. Quem conseguir, comenta com uma piada a seu respeito. E em homenagem a mim mesma, piadas de loiras:

1. Uma loira encontra uma amiga que não via havia muito tempo.
- Menina, como você ta diferente! Cortou o cabelo... ta moderna!
- É.
- Tá bem mais magra... bonita.
- É.
- Então, me conta, o que você anda fazendo da vida?
- Eu tô fazendo quimioterapia.
- Ah! Que legal! Na Estácio ou na Federal?

2. Havia um espelho mágico cuja característica especial era fazer desaparecer qualquer pessoa que dissesse uma mentira na sua frente. Certo dia, três mulheres vieram se consultar com ele: uma morena, uma ruiva e uma loira. A morena olha o espelho e diz:
-Eu penso que sou a mais linda mulher do mundo. Puff! E a morena sumiu.

A ruiva por sua vez para na frente do espelho e diz:
-Eu penso que sou a mulher mais inteligente... puff! A ruiva desapareceu.

A loira vai então para frente do espelho e sem pestanejar diz:
-Eu penso... puff! A loira some imediatamente.

domingo, 7 de junho de 2009

Alguma coisa não está certa

Uma das poucas coisas que eu ainda suporto assistir na televisão são programas de entrevistas. Entre eles está a Marília Gabriela. Não só porque ela pegava o Gianecchini, mas porque ela consegue deixar qualquer assunto com cara de bate papo.

Há um tempo atrás vi uma entrevista com um médico, psicólogo ou psiquiatra, não lembro, mas que disse algo que eu nunca mais vou esquecer:

"O aumento da pedofilia se dá por conta da 'erotização da infância'. Meninas, cada vez mais jovens, se maquiando, se vestindo e se comportando de forma inapropriada, acabam aparentando mais idade do que realmente têm"

Não que isso justifique o comportamento de um pedófilo, mas nos lembra das consequências de tudo o que fazemos. É informação demais, exposição demais, velocidade demais que até a infância acaba sucumbindo, desaparecendo. Dá pra imaginar uma pessoa sem as doces lembranças da infância?

Já disse aqui que o progresso é sempre bom, mas algumas coisas nunca deveriam cair em desuso. A infância, com certeza, é uma delas.

Dica: O livro "O Desaparecimento da Infância" de Neil Postman.

Se alguém também assistiu essa entrevista e lembra do nome desse médico, por favor, me avisa.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Constatação

Mulheres são engraçadas. Passam dias se preparando para uma única festa: roupa, maquiagem, sapato, penteado. Quando no auge do evento distribuem Havaianas de presente é um alívio! Deixa todo o glamour de lado e adere ao look vestido longo + chinelo.

Arrasei! Isso é o que importa!

Créditos para a percepção aguçada do meu pai que sofre com a vaidade das três mulheres da sua vida.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

S.O.S.

Eu tive um pesadelo. Pesadelo? É, pode-se dizer que sim.

Alguém me dizia em um tom acusador, como se eu estivesse à beira da morte: "Você perde mais de 30 seguidores por dia no blog e no Twitter".

Por favor, não me abandonem! A vida real tem me convocado mais do que eu gostaria.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Desconfiança ou descrença?

Realmente essas viagens de ônibus pela cidade têm me rendido ótimas histórias. Como eu costumo dizer: "Certas coisas só acontecem comigo".

Enquanto eu esperava o cobrador terminar o bate papo dele para pagar e passar a catraca, um senhor de pouco mais de cinquenta anos, e que andava com dificuldade, parou atrás de mim e sorriu. Retribui o sorriso e fiz sinal com a mão para que ele passasse e se acomodasse. Ele disse que também precisava esperar pelo cobrador, pois sua passagem é especial de deficientes sendo necessária a validação do cobrador. Foi quando ele me perguntou:

- Quer economizar R$2,30?
- Claro! Como?

- Tenho direito a um acompanhante. Passo você como minha acompanhante e você não precisa pagar.
- Pode fazer isso?

- Sempre faço. Ando muito melhor hoje e não preciso mais de alguém me ajudando, mas o governo manteve esse benefício. Não tem problema nenhum, pode confiar.


Minha cabeça pensava em diversas segundas intenções que poderiam haver ali: assalto, estupro, sequestro, xaveco e por aí vai. Mas, por outro lado, seria bom não gastar R$2,30 por um serviço que não vale nem um real.

- Hoje em dia até pra fazer o bem está difícil - exclamou ele diante da minha hesitação.
- Se o cobrador deixar, então tudo bem. Eu agradeço - respondi ainda não muito convencida.


Você confiaria?

O cobrador chegou e cumprimentou aquele gentil bem feitor. Quando me viu parada ali ao lado o cobrador logo entendeu e me deixou passar. Fiquei mais tranquila. Realmente era um hábito inofensivo do senhor José (nome dele como eu vim a descobrir durante o curto espaço de tempo em que ele ficou dentro do ônibus e fomos conversando). Acho que no final ele só queria um pouco de companhia.

E eu continuei lá, me perguntando: o mundo de hoje está mesmo tão ruim que devemos desconfiar até das mais humildes intenções de um simpático senhor?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Seja sempre um aprendiz

Quanto mais eu vivo, mais eu aprendo que aprendizado não tem fim. Podem passar os anos escolares, a faculdade, a pós-graduação, mas os mais sábios continuam a aprender.

Hoje em dia eu aprendo com as crianças. Aquelas criancinhas internadas na Santa Casa de São Paulo aonde eu faço trabalho voluntário como contadora de histórias. Muitas eu vejo somente uma vez, outras vêm e vão e algumas outras não podem sair de lá. Pois não importa, basta um papel e alguns lápis de cor que o colorido passa pelo papel e contagia o ambiente. Cessa o choro, a dor, o medo. Vem a alegria, a diversão e a superação. E foi preciso tão pouco! - lição nº1

Sendo um hospital público, em sua grande maioria, são tratadas lá crianças mais carentes, com poucos recursos financeiros e histórias de cortar qualquer coração. E o senso comum sempre nos diz que pessoas assim não tem educação, são alienadas, não leem e só apreciam tudo o que vem do populacho. Pois foi preciso só um certo "Dia da Poesia" (14 de março), alguns versos de Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles para despertar verdadeiros intelectuais dentro de cada uma daquelas crianças.

Desde os mais pequenininhos até os adolescentes e seus pais, todos ainda pedem por novas poesias, anotam nomes de livros e prometem que vão ler sempre em casa quando receberem alta. Lição nº2 e para toda a vida: sempre há muito mais por trás daquilo que se vê. É só apresentar a oportunidade que ela brota ali, bem na frente de quem quiser aprender.


Para saber mais sobre o trabalho voluntário que eu realizo, clique
aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eu e eu mesma

Hoje, às 7:30 da manhã, um só pensamento habitava minha cabeça: "Como as pessoas acordam bem humoradas?". Realmente admiro quem se olha no espelho com os olhos cheios de ramela, o cabelo bagunçado, sentindo o bafo matinal na boca e mesmo assim diz "Bom dia, sol! Bom dia, passarinhos! Tchau, cama quentinha!".

Eu simplesmente não consigo. Talvez a manhã seja a hora mais introspectiva do meu dia. É o momento que eu vou planejar minhas tarefas, organizar horários, lembrar tudo o que eu tenho que fazer e tentar não esquecer de nada. Não sobram neurônios disponíveis para a simpatia, felicidade e papo furado. Em dias como hoje em que eu preciso recorrer ao transporte público para atravessar a cidade a tempo eu vou rezando pra ninguém olhar pra mim.

Esse meu mundo paralelo acontece de tal forma que nem o celular com alto falante ligado tocando música gospel no último volume me incomoda. Contanto que ninguém venha falar disso comigo, louve a Deus e a todos os santos o quanto quiser.

Eu sei que atitudes assim não condizem em nada com a minha personalidade habitual, também não sei explicar. Como dizem por aí: "às vezes necessito ficar só". É mais como um estado de espírito.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Andarilha

Foto arquivo pessoal

Eu sempre fui praticante convicta do sedentarismo, a não ser quando o assunto é dançar. Esportes, academia, suor, blecat! Bem longe de mim!

Também sempre fui adepta do "vou na esquina de carro". Afinal as esquinas localizam-se a uma distância considerável da porta da minha casa, eu fico muito irritada com as buzinadas e assobiadas dos desocupados transeuntes das ruas e meu carro é movido a gás natural. A consciência ambiental não pesa contra isso.

Mas ontem à noite me deu uma vontade de sair andando. Como se fazendo isso eu deixaria tudo para trás dos meus passos. O tempo estava querendo ficar frio e batia um ventinho que me chamava para ver aonde ele estava indo. Pensei duas vezes, já era tarde e sabia que seria dar muita bobeira pro azar. Mas, por incrível que pareça, me falaram: "Vai, você está protegida".

Eu fui. Andei sem rumo pela primeira vez na minha vida. Sem paisagem bonita, sem companhia agradável, sem pensamentos bons e sem motivo. Sentia que o mundo poderia acabar bem debaixo de mim que não fazia diferença, eu estava acima de tudo aquilo. Tinha muita coisa na cabeça sim e continuou tudo lá. Essa história de "dar uma volta para espairecer" é pura mentira, tudo o que foi voltou comigo. Eu só resolvi, pelo menos uma vez, fazer o meu corpo trabalhar junto com a minha mente.

Tomei um sorvete e voltei. Ao todo foram trinta minutos de caminhada. Agradeci por voltar ilesa. Entrei no carro e fui pra casa, mas bem que a andarilha em mim queria ver até onde poderia chegar.

domingo, 3 de maio de 2009

Etiqueta tecnológica já

Se algum dia você acordar pensando: "Hoje quero ver algo que eu nunca vi". Não pense de novo, entre em qualquer ônibus da cidade de São Paulo. Você vai encontrar, no mínimo, uma boa pauta para o seu blog (no meu caso encontrei duas, mas uma delas vai ficar para depois).

Naquele fatídico dia conferi o nome e número do ônibus que me indicaram. Ok, era aquele mesmo, mas só pra confirmar perguntei ao "simpático" cobrador. Peguei R$2,30 na carteira e passei pela roleta. Sentei no primeiro lugar vazio que vi antes que a "delicada" movimentação daquele transporte me fizesse voar corredor abaixo.

Olhei pela janela, admirando o dia agradável que fazia na cidade e ouvi um som familiar: "Lá vem o Chaves, Chaves, Chaves...". Momento poético destruído e começo a procurar a fonte daquele som. Pelas diversas cabeças que faziam o mesmo movimento tive a certeza que a música não estava somente dentro da minha cabeça. Então avistei lá no fundo, sentado na última fileira, uma criatura segurando o seu celular com sinal de televisão que ria histericamente.

Eu daria tudo para naquele momento ser quinze anos mais nova e estar em casa, depois da escola, assistindo Chapolin e Chaves. Mas eu não estava e, sinceramente, não estava afim de ouvir Chaves, já que só o dono do celular tinha acesso às imagens.

E se eu quisesse colocar uma música também pra todo mundo ouvir? E se o fulano do assento do lado quisesse conectar seu celular-televisão em outro canal? Acho que dá pra imaginar a bagunça e tenho certeza que o folgado fã do Chaves também se incomodaria. Mas quem iria me impedir? Se um pode então eu também posso.

A diferença é que eu tive educação. Se estou fora da minha casa, ou do meu carro, carrego comigo os fones de ouvido porque ninguém é obrigado a ouvir o que eu quero ouvir. Mas já que nem todo mundo tem esse mesmo bom senso, defendo aqui a criação de um manual de etiqueta para utilização desses aparatos modernos. Glorinha Kalil, dá um help! Urgente! O povo brasileiro ainda não está preparado para tanta tecnologia.

Aparelhos sonoros sem fone de ouvido está OUT

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Futilidades, ok? Ok!

Tem horas que a gente se pega fazendo certas coisas que não entendemos porquê. Por exemplo: assistir The Hills. A série da MTV americana retrata um grupo de amigas/inimigas tentando sobreviver em Hollywood. O que na verdade parece bem fácil já que todas dirigem BMWs conversíveis, moram em casas enormes com piscina e saem para os melhores lugares da cidade toda noite.

As mocinhas do elenco de The Hills que já está na sua 4ª temporada

O mais impressionante são os diálogos. Nunca se conclui frase nenhuma e todas são recheadas de "It was like" ou "You know" que sempre deixam a ideia no ar e o telespectador boiando. Ontem mesmo um casal "iô-iô" resolveu discutir sua relação. Os dois falaram, falaram, falaram, se abraçaram e (clique aqui para ver parte da conversa)...não sei! Entre acusações e declarações como "Você não se esforça" e "90% do tempo que passamos juntos é divertido", terminou com um abraço e uma série de "oks".

Voltaram, se separaram? Se amam, se odeiam? E por que eu ligo pra isso? Não sei, só sei que fiquei curiosa e tive que recorrer ao Google para entender a cena. Só então descobri que eles voltaram e depois ainda foram morar juntos.

A moral disso tudo é que eu descobri que americanos sem um roteiro simplesmente não sabem falar e que os jovens brasileiros não estão tão mal. Entre 'manos' e 'minas', pelo menos, ainda se dão ao trabalho de finalizar suas frases.

Obs: Slide com novos selinhos atualizado.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Viram este blog

Parabéns! Você está lendo um blog selecionado para a melhor listagem de blogs e sites do Brasil. Isso mesmo, recebi hoje a notícia de que meu humilde blog foi incluído no site VejaBlog.

É só clicar na categoria "Blog" e escolher a letra C. Lá aparece o link! Reparem também na página principal:

clique na imagem para ampliá-la

Não podia deixar de dividir esse momento com todo mundo que passa por aqui já que esse blog não seria o mesmo sem os comentários e visitas de vocês.

Agradeço a todos imensamente!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Paulista sim, meu

A frase que eu mais ouvi durante o feriado: "Nossa! Você é de São Paulo? Mas você não puxa o 'R'". Não, eu não puxo porque eu não sou do interior do estado e sim da capital e por aqui não existe tal sotaque. Gostaria de entender de onde veio essa ideia embora tenha um forte palpite: novelas da Globo. Cabocla e Paraíso retratam uma realidade muito distante do que realmente é.

Eu também não falo: "E aí, mano! Vamo cola lá na quebrada que vai rola uma treta nervosaaaa!". Isso porque eu também não moro na periferia da cidade. E o que a maioria dos não-paulistas não entende é que São Paulo é muito diversificada e com problemas na mesma proporção.

O abismo econômico e social é tão grande que até uma barreira linguística acabou se formando. Por exemplo, a frase que eu descrevi acima. Ela é típica da população mais humilde e tornou-se uma característica tão forte que algumas gírias transformaram-se em um dialeto à parte. Muitas vezes a comunicação entre dois paulistanos fica bem difícil e confesso só ter desenvolvido alguma familiaridade depois de tanto ouvir programas de humor retratando um corinthiano ou um motoboy, os estereótipos paulistas mais famosos em todo o Brasil.

Mas assim como nem todo baiano é preguiçoso e nem todo carioca é traficante e funkeiro, nem todo paulista é um motoboy corinthiano (praticamente um pleonasmo) ou um almofadinha stressado que passa o dia no trânsito. Deu pra entender, meu?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Acabou em pizza?

Há não muito tempo atrás se falou muito em portabilidade telefônica. Lembram? Aqui em São Paulo o serviço entrou em funcionamento há mais de um mês e, depois de tanto estardalhaço, mal se ouve falar sobre o assunto.

As informações veiculadas eram que para mudar de operadora, tanto fixa quanto móvel, era preciso entrar em contato com a operadora desejada e que depois de cinco dias o serviço estaria concluído, sem necessidade alguma de comunicador a operadora atual. A Oi aproveitou e se instalou aqui apoiando-se nesta novidade e levando as tradicionais Vivo, Claro e Tim à loucura. Especialmente a Claro que está praticamente se prostituindo, oferecendo "tests drives" durante alguns meses, para tirar alguma lasquinha da situação.

Fora esta batalha entre as empresas, não consegui localizar notícias de como anda o serviço. Pessoalmente não conheço ninguém que optou pela portabilidade e se beneficiou disso ou que se deu muito mal com isso. Portanto estou abrindo aqui o espaço para que vocês contem seus casos e matem essa minha curiosidade.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

É proibido fumar

Na semana passada foi aprovado em São Paulo o projeto de lei anti- fumo. De acordo com as novas regras fica proibido fumar em qualquer ambiente fechado ou parcialmente fechado que seja de uso coletivo, e não importa se o espaço é público ou privado. Só será permitido fumar em casa, em comércios especializados na venda de cigarros e de similares, como tabacarias, e em cultos religiosos em que o tabaco faça parte do ritual.

Apesar de ainda não ter sido sancionada pelo governador do estado José Serra, a lei entrará em vigor em noventa dias e prevê punição para fumantes e para os donos dos estabelecimentos que se omitirem. Claro que os fumantes estão revoltados e soltando acusações de inconstitucionalidade para todos os lados, mas nada se compara ao inconveniente de uma vida inteira que esse vício provoca aos não-fumantes.

Se um fumante tem o direito de se viciar no que quiser, eu também tenho o direito de não me viciar. Assim como também tenho o direito de respirar ar puro, ou pelo menos sem mais de cem substâncias tóxicas lançadas pelo cigarro, tenho o direito de sair cheirosa de casa e não voltar fedendo ao vício dos outros e, mais importante, o direito dos outros termina aonde começa o meu. Aliás isso nem deveria ser lei, é uma questão de educação.

Portanto fuma quem quiser, é um direito seu. Mas fuma aonde não me prejudica, esse é um direito meu.

sábado, 11 de abril de 2009

Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?

E quem não conhece essa musiquinha? Pois ela se encaixa perfeitamente com a minha dívida de postar os selinhos que eu ganhei nessas últimas semanas. Eis aqui o que o coelhinho traz:

, da Fran e da Bárbara.

, da Kel.

e , da Bárbara.


, da Ana Bia e da Jhennifer.

, da Rochelly.


E pra finalizar, o meme do Renan que consiste em pegar o livro mais próximo, abrir na página 161 e procurar a quinta frase completa. Depois reescrever aqui no blog e repassar para cinco blogs. Vamos lá: peguei o livro O Sapo e o Príncipe do jornalista Paulo Markun e a frase é essa: "Lula não defendeu o fim da greve na assembleia conturbada pelos helicópteros e a assembleia aprovou a continuidade do movimento".

Repasso para quem se interessou pela brincadeira.

Feliz Páscoa!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Triste futuro do futuro do país

Costumo ser uma pessoa bastante crítica, com pitadas de ironia e sarcasmo, e às vezes sou até chata por exigir a perfeição o tempo todo. E simplesmente me enlouquece ver certas coisas que eu não posso concertar. Eu choro, grito, esbravejo e não tiro aquilo da cabeça.

E ontem foi um desses dias. Eu passava por uma avenida bem movimentada do centro de São Paulo quando vi um menino, de seis ou sete anos, dormindo profundamente no chão de um ponto de ônibus. Ele apoiava a cabeça em uma jaqueta de moletom surrada, assim como suas roupas . Estava descalço, agarrado a uma sacola plástica e aparentava estar sozinho. Depois de analisar suas roupas e formular mil perguntas na cabeça eu reparei em um detalhe: ele chupava o dedo enquanto dormia.

Pensem em crianças fofas das propagandas de fraldas veiculadas na TV, aquilo era o oposto. Principalmente porque ninguém ali o achava fofo. Todos parados naquele ponto de ônibus se afastavam dele, mal o olhavam, como se fosse uma cena rotineira. Só eu ali fiquei chocada? Pior, fiquei paralisada. A cabeça estava a mil, mas o corpo não sabia qual daqueles pensamentos obedecer.

Tive que me mexer, as buzinas já estavam furiosas atrás de mim. Mas aquela cena foi embora comigo. Acho que agora entendo o que é ser assombrada por uma lembrança, principalmente aquelas que nunca será possível mudar. Aquele menino, provavelmente, está agora pedindo esmola nas ruas como muitos outros. Mas aquele dedo na boca foi o que mais me tocou. Uma criança que ainda chupa o dedo não poderia estar dormindo na rua, sofrendo como quem fez por merecer. Não é uma doença que pode ser curada, não é um dia ruim que ainda vai melhorar. É um futuro triste que nunca vai mudar.

Mas o que fazer para mudar? Mas o que fazer para mudar? Mas o que fazer para mudar? Mas o que fazer para mudar?

terça-feira, 7 de abril de 2009

Pequena homenagem

Poucos sabem, mas hoje comemora-se o Dia do Jornalista. São todos stressados, apressados, desorganizados, atrasados e curiosos, mas no fim do dia podem se considerar os verdadeiros poetas do cotidiano.

E nada melhor do que um dos melhores profissionais deste país para definir nossa árdua missão: “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter" - Cláudio Abramo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Diploma universitário: vale a pena?

Está confirmado desde a noite de ontem! Agora mesmo quem tem diploma universitário não pode mais usufruir de cela especial. Esse direito volta a ser exclusivo de ministros, parlamentares (políticos em geral), representantes do Ministério Público, tribunais de conta e cidadãos que exerceram a função de jurados.

Não sei porque essa notícia me incomoda tanto afinal eu nunca pretendi fazer uso deste direito meu, mas considerava uma forma de valorização. O pior é que eu pesquisei em diversas fontes diferentes e não encontrei nenhuma justificativa para tal medida. Será que as prisões estão muito cheias? Afinal pessoas como Alexandre Nardoni e Eliane Tranchesi (dona da boutique Daslu) possuem diploma universitário e nenhum escrúpulo. É realmente de se questionar que recebam qualquer tipo de privilégio. Fiquei bolando teorias como: a falsificação massiva de diplomas para obtenção da cela especial ou mesmo me questionando se o diploma vindo de qualquer uma dessas faculdades de esquina possuem mesmo o seu valor.

Eliane Tranchesi, condenada a 94 anos de prisão, demonstra que certos valores nem a faculdade é capaz de ensinar


Se você pode pagar por qualquer valor de mensalidade sem se importar se é um dinheiro bem empregado ou não, bom pra você. Não são raros os casos em que o diploma é uma mera formalidade e, sendo assim, realmente não há porque tirar a vaga de outra pessoa que realmente dá valor para uma boa educação.

Por outro lado há aqueles que gostariam muito de ingressar em uma ótima faculdade, mas não tem como bancar esse sonho. Nesses casos existem aquelas faculdades que não são de excelente qualidade e nem possuem a melhor infra-estrutura, mas possuem mensalidades acessíveis e, no final das contas, um diploma sempre traz consigo o potencial para oportunidades melhores. E nem sempre isso significa uma pessoa com menos talento ou inteligência. Significa apenas mais uma vítima da injustiça social.

É por isso que eu não sou contra nenhuma dessas faculdades. É mesmo necessário que existam lugares apropriados para as necessidades de cada um. No final das contas, o diploma vale a pena sim! E eu exijo de volta o meu direito de ficar em uma cela especial porque o meu diploma tem muito valor sim.

Update: Vendo o conteúdo dos comentários me surpreendi por ninguém mais (exceto a Jac) ter questionado o real absurdo dessa situação: foi retirado o direito dos diplomados, mas não dos políticos. Se crime é crime então o justo é ninguém ter cela especial afinal os políticos só assim os são porque nós os elegemos. Se quer houve a preocupação em conceder uma explicação para isso. Quem são eles para receber um privilégio e nós não?

terça-feira, 31 de março de 2009

Ofendendo todo o mundo em uma só frase

Todo mundo tem aquele amigo que vive dizendo besteira, as famosas pérolas. Até que chega em um ponto em que você acha que não é possível alguém dizer coisas tão estúpidas. Mas, quando menos se espera, o cidadão se supera e diz: "A crise financeira internacional foi causada e fomentada por gente branca, loira, de olhos azuis".

Eu mencionei que tal cidadão é o presidente do Brasil? Mencionei que quando afirmou isso ele estava ao lado do primeiro-ministro britânico Gordon Brown? Pequenos detalhes!

"Gordon Brown é amigo do Brasil desde 2003", diz Lula. Ou melhor, ERA amigo!

A justificativa de Lula é que a descrição referia-se aos países ricos de primeiro mundo e não houve nenhum preconceito da sua parte. Traduzindo: negros, asiáticos, morenos e ruivos não podem ser ricos jamais. É fisiologicamente contra os preceitos de Lula. Portanto se você não se encaixa no biotipo descrito, desista! Você vai ser um miserável de terceiro mundo para o resto da vida. Mas, por outro lado, se você se encaixa então tudo o que está acontecendo de ruim no mundo é culpa sua.

Talvez essa seja uma boa hora para admitir seus problemas com a bebida, senhor presidente. Ao menos essa seria uma justificativa mais plausível para os seus pequenos deslizes e a falta de polidez.

segunda-feira, 30 de março de 2009

O primeiro bafômetro a gente nunca esquece

Domingo, meia-noite e quinze, venho eu, bela e fresca, dirigindo em uma avenida de grande movimento (leia-se muitos barzinhos) de São Paulo rumo à minha casinha. Depois de passar a tarde enchendo a pança de comida da vovó foi a vez de passar a noite enchendo a pança na casa do namorado.

Vídeo cassetadas do Faustão, colinho, sorvete de limão, Fantástico, Pânico na TV, mais sorvete, mais colinho, sono, BBB (que devia ser Big Brother Bizarro) e beijinho de boa-noite. De repente:
- Tudo bem, senhorita?
- Tudo ótimo.
- Está vindo da onde?
- Casa do meu namorado.
- Ingeriu alguma bebida alcoolica?
- Não.
- Nada?
- Nada!
- Encosta, por favor.

Óbvio que ele achou que era mentira. Mais óbvio ainda que minha cara de sono assemelha-se a uma cara de bêbada. Documento do carro, habilitação e:
- Está transportando alguma arma ou objeto proibido?
- Não. Só tem ração de gato no porta-luva. (me achando agora uma chapada)
- Abre o porta-malas, por favor - abri - Ok, tudo certo. Vamos lá fazer o bafômetro.

Plastiquinho descartável para colocar no aparelho, assopra e:
- O dela deu 0,000 - cara de decepção - Pode ir, boa noite.
- Boa noite.

Vejamos o lado positivo, a lei está sendo cumprida. Mas por que eles sempre pegam as pessoas erradas? Conheço tantas pessoas que dirigem completamente embriagadas e nenhuma passou perto de ser pega. Então ou bêbados desenvolvem um sexto sentido para evitar bafômetros ou errados estão os que não enchem a cara.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Eu twitto, tu twittas, eles twittam

Ouvi falar aqui, alguns diziam lá, comentavam na TV ali. Então resolvi verificar o que seria o tal Twitter.

Resumindo, você cria um pequeno perfil e tem 140 caracteres para escrever o que você está fazendo, pensando, gritando, cantando ou seja lá o que você quiser dizer. Lá você encontra pessoas interessantes para seguir e tudo o que tal pessoa escrever vai aparecer pra você ler. Nos Estados Unidos até as celebridades aderiram à moda: Britney Spears, Demi Moore, Ashton Kutcher, Martha Stewart, Ellen DeGeneres e até Barack Obama.

Pensei: "Por que não?". Afinal eu tenho muito a dizer...sempre!

Minha página do Twitter já toda cor-de-rosa

Portanto, sigam-me os bons. Procurem meu perfil pelo próprio site ou acompanhem tudo pelo atalho "Twittando" aqui na barra direita do blog.

terça-feira, 24 de março de 2009

Quanto custa uma mente brilhante?

Este último sábado eu fiz uma coisa que todo mundo deveria fazer. Eu assaltei os antigos armários da casa dos meus avós, xeretando, bisbilho- tando e bagunçando tudo o máximo que eu pude. A razão para isso é a quantidade de coisas fantásticas que os avós são capazes de guardar.

Minha parte preferida são sempre os livros. Têm aquele cheirinho de antigo, como se fossem tesouros perdidos há séculos, vêm acompanhados de camadas e mais camadas de poeira, mas a essência continua lá, pedindo para ser libertada.

Minha primeira escolha foi separar a coleção completa de todos os títulos de Agatha Christie. Já li alguns, mas faço questão de reler. Meus avós que não os esperem de volta tão cedo.

Entre tantos outros exemplares me chamou a atenção o “Cartas” de Graciliano Ramos. A edição é de 1980 e foi publicada vinte anos após a morte de um dos gênios da nossa literatura. A iniciativa de sua viúva, Heloísa Ramos, foi trazer a público correspondências pessoais de Graciliano Ramos em diversos momentos de sua vida. As que mais me emocionaram foram as cartas de amor do casal. Cito aqui um dos meus parágrafos favoritos:

“E tu, meu amor, que fizeste? Sabes lá quem eu sou, donde venho, para onde vou, que tenho feito neste mundo em trinta e cinco anos duramente arrastados? Nada conheces de mim. Esperanças desaparecidas, deslumbramentos rápidos, decepções, indiferença, comiseração desalentada para com os outros – ignoras tudo. Sou um animal muito complicado, meu anjo. Porque vieste para mim? Foi a loucura que te trouxe”
(Palmeira dos Índios, 24 de janeiro de 1928)

É inacreditável, mas Graciliano era muito melancólico. Mostrava muita insatisfação, decepção consigo mesmo, constantemente se desmerecia e não se considerava digno de nenhum reconhecimento. Lembrei que era a segunda vez que notava essa característica em escritores que eu tanto admiro. A primeira foi Clarice Lispector quando li seu livro “Entrevistas” aonde foram publicadas diversas entrevistas feitas ao decorrer de sua vida e no auge de sua fama.

A leitura se assemelha a um diálogo entre amigos, jogando conversa fora sem pressa e deixando fluir naturalmente. É aí que aparece uma Clarice insegura, descontente com o rumo de sua vida, desiludida com o amor e dona de palavras sombrias.

Comecei a pensar que a genialidade sempre cobra um preço. Uma mente brilhante não pode trabalhar da mesma maneira que as mentes comuns, ela vai sempre além. Acaba até se perdendo nesse caminho para a glória. Conclui ser muito triste termos hoje lindas obras literárias, mas a um custo humano que foi tão grande.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Os Jetsons vem aí

A empresa americana Terrafugia anunciou semana passada o primeiro teste feito com um protótipo de carro voador. Sabem aqueles dos filmes futuristas e do desenho Os Jetsons?

Em 30 segundos o carro, movido a gasolina comum, transforma-se em avião

O brinquedinho, batizado de Transition, tem capacidade para duas pessoas e chega a uma velocidade máxima de 185 km/h no ar. Para circular nas ruas o carro possui também tração nas rodas dianteiras.

Tem uns 23 mil reais sobrando por aí? Utilize esta quantia como um adiantamento para entrar na lista de espera para comprar esta novidade que, se aprovado, estará à venda a partir do ano que vem. O preço final de cada carro fica em 200 mil dólares(ou 460 mil reais).

Para usufruir do carro voador é necessário uma licença especial de piloto esportivo

Precisa comentar? Está aí a solução para o trânsito caótico, as ruas do mundo se transformarão em imensas ciclovias. Só espero estar viva para ver os robôs-empregadas em ação. O meu já tem até nome: Alfred.

domingo, 22 de março de 2009

Promessa é dívida

Então aqui estão os selinhos que meus blogueiros favoritos me presentearam.

, da Polly.


, do Marcus.

, da Fran e do Vinicius.

, da Kel.

, da Naty.

Desculpem violar algumas regrinhas, mas preferi não estender o post. Muito obrigada a todos e confiram a minha "coleção" de selinhos no slide aqui do lado! ;)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Dois pesos, duas medidas

Pra quem não me conhece bem, eis aqui uma informação nova sobre mim: eu sou bastante esquentada. Mas quer me ver totalmente fora do sério? O lugar certo é no trânsito. Todo mundo pensa "claro", afinal a garota vive em São Paulo e deve demorar horas e mais horas pra se locomover. Errado! É quando o trânsito flui que eu fico mais nervosa.

Começando pelo óbvio, motoqueiros. Depois caminhões e motoristas de ônibus, de longe os mais sem noção alguma de educação no trânsito. Mas ultimamente quem vem me tirando do sério são os ciclistas.

Explico: a maioria anda no meio das ruas, muitas vezes entre as faixas, fazendo os carros diminuírem a velocidade e tumultuando ainda mais o trânsito. A maioria também anda com fones de ouvido e não ouve quando os carros se aproximam tentando ultrapassar e, muito menos, as buzinadas. Eles também não utilizam capacetes e outros equipamento de segurança obrigatórios. Sem contar os que cortam caminho pelas calçadas ou até mesmo na contra-mão. Sim, eu mesma já quase fui atropelada (dentro do carro) por um desses espertalhões. E qual é a dos vários protestos pelados?

Ciclistas e a sua especialidade: protestos nudistas

Ciclistas também são obrigados a respeitar as leis de trânsito e, inclusive, sinalizar as manobras. Como? Nunca vi bicicleta que tenha seta, já são raros os que utilizam qualquer tipo de alerta ou colete fluorescente para chamar a atenção dos motoristas.

Não vou desmerecer aqui os benefícios dessa prática, mas, às vezes, mesmo as boas intenções acabam não funcionando. A cidade de São Paulo possui apenas 15 quilômetros de ciclovias contra mais de 11 mil quilômetros de vias públicas pavimentadas. Em Paris, por exemplo, são 380km. Apenas em 2008 foram 83 mortes de ciclistas, desde 2006 a estatística sobe para 222 mortes. A mais comentada delas ocorreu em janeiro deste ano quando um ônibus atingiu a massagista Márcia Prado em plena Avenida Paulista.

Exemplos trágicos pelo Brasil: cinco ciclistas atropelados por um ônibus no Rio

Entendo quando a bicicleta pode ser o único meio de transporte de uma pessoa ou simplesmente é a escolha de alguém pelo prazer, pela consciência ambiental ou pela comodidade de chegar mais rápido. O governo também apóia, em muitas estações do metrô é possível alugar bicicletas e mais de 5 mil pessoas já adotaram essa ideia.

Não vou ser hipócrita, nem se houvessem ciclovias pela cidade toda eu trocaria o carro pela bicicleta, mas acho que tornou-se uma questão de pesar os prós e os contras. Bicicletas não são a solução para o trânsito e nem a melhor alternativa para salvar nosso planeta. O que funciona em Paris e em tantas outras cidades do mundo, obviamente, não funciona aqui. O que nos resta é continuar cada um fazendo a sua parte e contribuindo para que outras maneiras possam ser mais eficazes.

Obs: Sei que é um ponto de vista polêmico, talvez até mesquinho, por isso sintam-se à vontade para discordar e criticar, mas, por favor, mantenham a classe. Este é um blog de respeito!

Obs 2: Agradeço desde já os selinhos que fui presenteada ultimamente. Prometo que todos serão devidamente postados em breve.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Please, Michael!

No dia 5 de março, Michael Jackson anunciou que faria os últimos shows de sua vida em Londres, a partir de 8 de julho. Dois dias depois foram anunciados uma série de 5o shows que se estenderiam até fevereiro de 2010. Hoje de manhã, em questão de horas, esgotaram-se todos os ingressos para tais shows.

Animadíssimo com a notícia, que vai lhe render cerca de 400 milhões de dólares, Michael e o produtor de seus shows Randy Phillips passaram a cogitar a hipótese de fazer mais shows em outros países.

Please, please, please que um desses países seja o Brasil. Depois dos espetáculos do Ballet Bolshoi de Moscou, só o Michael Jackson me fazia ficar horas na frente da TV tentando imitar as suas coreografias. Por isso sim, eu pago quanto for para vê-lo ao vivo e a cores porque ele pode ser completamente perturbado, mas o talento é inato e um mito não tem preço.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O negócio do futuro

Ontem eu estava assistindo ao programa da Oprah Winfrey e o entrevistado do dia era o senhor Ed Doud, mais conhecido como o pai de Nadya Suleman, de 33 anos, a mãe de óctuplos. Isso mesmo, oito bebês de uma só vez.

Nadya Suleman durante a gestação dos óctuplos

E você acha que oito já é muito? Some isso aos seis filhos, todos com menos de oito anos, que Nadya já tinha. Só para confirmar suas contas, o total é de 14 (QUATORZE) filhos. E o mais interessante é que Nadya é mãe solteira, não trabalha, mora com a mãe e teve todos os filhos através de inseminação artificial.

Durante a entrevista Oprah pergunta ao pai se ele considera sua filha mentalmente estável. O homem, que estava prestes a cair no choro a qualquer momento, responde: "Essa é uma pergunta muito boa". E depois concorda com Oprah que uma avaliação psicológica de sua filha seria bom. A pergunta surgiu após mostrado um trecho da entrevista que Nadya concedeu à rede de televisão americana NBC em que afirma que sempre quis ter muitos filhos, pois sentia um vazio interior muito grande.

Ok, a mulher é louca, irresponsável e utiliza os filhos como coisas para preencher o vazio de sua vida. Junte isso com um médico de fertilização também completamente irresponsável que não só sabia da pouca condição financeira de Nadya (ela e sua mãe estão prestes a perder a casa onde moram na periferia de Los Angeles) e, mesmo assim, concordou em fazer as cinco primeiras inseminações (uma delas gerou gêmeos) como depois sugeriu que ela implantasse os seis embriões restantes de uma vez. O recomendável para uma mulher da idade de Nadya seriam, no máximo, três embriões. De seis embriões nasceram oito bebês, pois dois embriões se dividiram, colocando em risco a vida da mãe e dos bebês que, incrivelmente, nasceram saudáveis e só precisam de tempo para ganhar peso na maternidade.

Hoje Nadya tornou-se celebri- dade, cobrando para disponi- bilizar fotos dos bebês e cerca de US$ 2 milhões para dar uma entrevista. Não que essa quantia não vá ser necessária para a criação de quatorze filhos, mas ganhar esse dinheiro em cima dos mesmos me parece uma forma de exploração de menores. Sem contar o website da família onde você pode doar dinheiro para ajudá-los, mesmo sem saber se a egoísta e delirante matriarca irá utilizar essas doações para as crianças ou se para cuidar do seu gigantesco aplique de cabelo.

Fora isso, as únicas fontes de renda da família são as aposentadorias dos avós das crianças e possíveis benefícios do governo da Califórnia. Ou seja, uma mulher resolve ter quatorze filhos sem a mínima condição de criá-los e quem paga as contas são os contribuintes. Hum, aonde será que eu vi uma história parecida? Me pergunto se Nadya teve uma certa inspiração na realidade brasileira.

Enquete: Quem acha que Nadya vai ganhar um reality show na TV americana?